Eu também devo dizer:
Vez ou outra eu me sinto feliz.
Uma esperança que não vai embora.
Nada nunca vai ser exatamente como quero
E talvez meu niilismo esteja correto.
Mas eu não consigo não repetir
Que tudo vai ficar bem... eventualmente.
10 de mar. de 2015
Desentendimento
São bons os dias
Em que eu consigo mentir
Nos quais eu me reinvento
Mesmo que seja fachada
Neles, eu me sinto vivo
E chego a sonhar com maravilhas
Que talvez pudesse construir.
Talvez: sopro da esperança
Dor de verdade é acordar
Perceber que eu não sou ninguém
E que meus poucos anos por aqui
Não significarão nada demais.
Nos dias em que eu vivo,
Eu quero é morrer.
Pois sei que estou perto,
Estou perto de retomar os sentidos.
Não me tome por inteligente,
Mas eu queria ser um idiota.
Talvez assim eu acreditasse mais
Nas mentiras que conto pra mim.
Talvez assim eu não soubesse
Que serei apenas mais uma vítima do metrô,
Que uma tão sofrida morte não seria mal entendida
Por um homem atrasado pro serviço.
Em que eu consigo mentir
Nos quais eu me reinvento
Mesmo que seja fachada
Neles, eu me sinto vivo
E chego a sonhar com maravilhas
Que talvez pudesse construir.
Talvez: sopro da esperança
Dor de verdade é acordar
Perceber que eu não sou ninguém
E que meus poucos anos por aqui
Não significarão nada demais.
Nos dias em que eu vivo,
Eu quero é morrer.
Pois sei que estou perto,
Estou perto de retomar os sentidos.
Não me tome por inteligente,
Mas eu queria ser um idiota.
Talvez assim eu acreditasse mais
Nas mentiras que conto pra mim.
Talvez assim eu não soubesse
Que serei apenas mais uma vítima do metrô,
Que uma tão sofrida morte não seria mal entendida
Por um homem atrasado pro serviço.
5 de mar. de 2015
Para viver
Se você quer saber,
Passo a maior parte das minhas noites
Soprando fumaça na direção da lua
E esperando o momento certo.
Falo daquele momento em que o mundo para
E apenas se pode ouvir a voz de uma mulher
Gritando de desespero por alguma frustração
Ou implorando aos céus por algo melhor
Você pode me dizer o que quiser
Sobre seu dia ensolarado;
Sobre suas memórias de parque sob a luz do Sol;
Sobre seu "momento propaganda"
E que tudo foi perfeito por algum instante,
Passo a maior parte das minhas noites
Soprando fumaça na direção da lua
E esperando o momento certo.
Falo daquele momento em que o mundo para
E apenas se pode ouvir a voz de uma mulher
Gritando de desespero por alguma frustração
Ou implorando aos céus por algo melhor
Você pode me dizer o que quiser
Sobre seu dia ensolarado;
Sobre suas memórias de parque sob a luz do Sol;
Sobre seu "momento propaganda"
E que tudo foi perfeito por algum instante,
Mas nunca haverá nada mais belo do que o desespero
É apenas o desespero que dá sentido à vida.
Em seus momentos mais ridículos,
Quando você implora para a realidade ser apenas um sonho
E você está prestes a desistir do modo mais absoluto:
É nesse lugar, nesse momento que mora a real beleza.
Sem vacilar, decide viver.
Uma decisão estúpida provavelmente.
Não por natureza.
Por motivo.
Decide viver por sua família,
Pelos seus filhos,
Por suas conquistas,
Pelo seu legado.
É apenas o desespero que dá sentido à vida.
Em seus momentos mais ridículos,
Quando você implora para a realidade ser apenas um sonho
E você está prestes a desistir do modo mais absoluto:
É nesse lugar, nesse momento que mora a real beleza.
Sem vacilar, decide viver.
Uma decisão estúpida provavelmente.
Não por natureza.
Por motivo.
Decide viver por sua família,
Pelos seus filhos,
Por suas conquistas,
Pelo seu legado.
Por favor, não viva por isso.
Viva por não ter certeza.
Viva pelo sofrimento, pela derrota.
Viva pelo castigo e por culpa.
Viva exclusivamente por seu desejo de morrer.
Viva por não ter certeza.
Viva pelo sofrimento, pela derrota.
Viva pelo castigo e por culpa.
Viva exclusivamente por seu desejo de morrer.
Assim, caso você seja um sortudo,
Um dia, talvez, você possua o bastante para poder morrer.
Um dia, talvez, você possua o bastante para poder morrer.
25 de jan. de 2015
Simplesmente sendo
Esse é o seu verso de amor
Sua música sentimental
Os "poemas" que escrevemos
As ideias que defendemos
Os filmes pros quais choramos
Esse é o refrão pra Deus
O sentimento da sua família
O abraço no seu filho
O sexo com sua mulher
Sua casa e seu carro
Seu emprego e seus amigos
Seu dinheiro
Seu ego
Cigarro que fuma de madrugada
Tequila que bebe copos brilhantes
A música alta
Você dançando
Beleza
Luxúria
Poder
Raiva
O ritmo poderia ser o mesmo
Mas não está tudo conectado
É só seu ouvido preconceituoso
Que não consegue aceitar
Nós que criamos
Nós que esquecemos
São apenas palavras
Ridículas palavras
Sua música sentimental
Os "poemas" que escrevemos
As ideias que defendemos
Os filmes pros quais choramos
Esse é o refrão pra Deus
O sentimento da sua família
O abraço no seu filho
O sexo com sua mulher
Sua casa e seu carro
Seu emprego e seus amigos
Seu dinheiro
Seu ego
Cigarro que fuma de madrugada
Tequila que bebe copos brilhantes
A música alta
Você dançando
Beleza
Luxúria
Poder
Raiva
O ritmo poderia ser o mesmo
Mas não está tudo conectado
É só seu ouvido preconceituoso
Que não consegue aceitar
Nós que criamos
Nós que esquecemos
São apenas palavras
Ridículas palavras
Ajuda
Superioridade
Maldade
Provavelmente errado
Você também é um idiota
Vamos ser cegos
Juntos!
Contigo
Ainda estaremos errados
Mas juntos
Não é lindo?
12 de jan. de 2015
Fucking workshops (Espantando as pessoas)
"Música alta
Calças rasgadas
Cabelo despenteado
Olhar morto
Um maníaco, um louco, um perigo
Inferno!"
Nossos ombros se batem no metrô
Apesar de nunca se encostarem
E ao olhar para ele, vê o que quer
Vê o que precisa (e sempre tão necessitado!)
Ridículo. Sempre somos HAHAHAHAHAHAHAHA
Vão te dar o que procura: Mentira!
Afinal, o que mais quer?
Seu nome, seu ego... sua vergonha.
"É rapaz bonito, bem amado
Aprendeu os atalhos certos
Que bom!
Tome meu nome
Dê-me crédito
Eu que vi primeiro!!"
Homem charmoso, a culpa não é sua
É só a poesia que morre nas colônias.
E o mestre? Ah! Inofensivo.
Ele só queria que seus romances adolescentes fizessem sentido.
O genuíno? Esse vai sofrer seu pesadelo
Vai ser esquecido.
Mais rápido, pois todos seremos.
Calças rasgadas
Cabelo despenteado
Olhar morto
Um maníaco, um louco, um perigo
Inferno!"
Nossos ombros se batem no metrô
Apesar de nunca se encostarem
E ao olhar para ele, vê o que quer
Vê o que precisa (e sempre tão necessitado!)
Ridículo. Sempre somos HAHAHAHAHAHAHAHA
Vão te dar o que procura: Mentira!
Afinal, o que mais quer?
Seu nome, seu ego... sua vergonha.
"É rapaz bonito, bem amado
Aprendeu os atalhos certos
Que bom!
Tome meu nome
Dê-me crédito
Eu que vi primeiro!!"
Homem charmoso, a culpa não é sua
É só a poesia que morre nas colônias.
E o mestre? Ah! Inofensivo.
Ele só queria que seus romances adolescentes fizessem sentido.
O genuíno? Esse vai sofrer seu pesadelo
Vai ser esquecido.
Mais rápido, pois todos seremos.
18 de out. de 2014
Fracassado
Foi a face lúgubre que sorriu para mim
Dizendo que não havia nada de relevante
Que o mundo era um lugar de crime
Mas não havia castigo
Que os vivos viviam como findos
E isso era apenas isso
Não me tome como alienado
Já me era conhecida a teoria do fracassado
Tome-me por surpreso
Pois sou eu seu alvo no momento
É a mim que seu sopro insípido, táctil, sombrio e insano faz tremer
Era de se esperar...
Já pensei em dominar o mundo
Destruir metade dele apenas para provar um argumento
Criar e destruir deuses que nunca existiram
Enganar a todos a todo tempo
(Divertir-me do jeito mais humano possível)
Mas não sou O Idiota, nunca fui
Sou Ródion, o verdadeiro idiota
Por loucura e arrogância ainda trarei muita dor a pessoas boas
Apodrecerei hipocondriacamente por meses
E não terei Sônia nenhuma para me acordar
Porfiri nenhum para me estender a mão
"Ora, mas que tolo para pensar tais idiotices sobre a vida!"
Leia o título de novo, pois concordo com você
Minha qualidade de idiota nunca me deixará
Vou viver uma vida curta que durará para sempre
Com um segundo seguido de outro como você
Mas os meus serão compostos da mais ridícula essência
Não possuo o dom de viver em paz
Possuo o defeito de a procurar constantemente
Quando for minha a vez de beijar a terra, reverenciar-me ao povo e chorar
A terra estará vermelha de sangue e fogo
O povo estará distante gargalhando da minha ignorância
E minhas lágrimas serão apenas areia corroendo a superfície dos meus olhos
Em seguida, para mim, não haverá nada.
Dizendo que não havia nada de relevante
Que o mundo era um lugar de crime
Mas não havia castigo
Que os vivos viviam como findos
E isso era apenas isso
Não me tome como alienado
Já me era conhecida a teoria do fracassado
Tome-me por surpreso
Pois sou eu seu alvo no momento
É a mim que seu sopro insípido, táctil, sombrio e insano faz tremer
Era de se esperar...
Já pensei em dominar o mundo
Destruir metade dele apenas para provar um argumento
Criar e destruir deuses que nunca existiram
Enganar a todos a todo tempo
(Divertir-me do jeito mais humano possível)
Mas não sou O Idiota, nunca fui
Sou Ródion, o verdadeiro idiota
Por loucura e arrogância ainda trarei muita dor a pessoas boas
Apodrecerei hipocondriacamente por meses
E não terei Sônia nenhuma para me acordar
Porfiri nenhum para me estender a mão
"Ora, mas que tolo para pensar tais idiotices sobre a vida!"
Leia o título de novo, pois concordo com você
Minha qualidade de idiota nunca me deixará
Vou viver uma vida curta que durará para sempre
Com um segundo seguido de outro como você
Mas os meus serão compostos da mais ridícula essência
Não possuo o dom de viver em paz
Possuo o defeito de a procurar constantemente
Quando for minha a vez de beijar a terra, reverenciar-me ao povo e chorar
A terra estará vermelha de sangue e fogo
O povo estará distante gargalhando da minha ignorância
E minhas lágrimas serão apenas areia corroendo a superfície dos meus olhos
Em seguida, para mim, não haverá nada.
26 de fev. de 2014
Ser humano
Deus, no mais superficial;
Demônio, em desespero;
Animal, independentemente do tempo;
Nada, quando tudo faz sentido.
Um delírio provavelmente!
Nada, quando tudo faz sentido.
Um delírio provavelmente!
Uma parte do mundo que só não ascende tão rapidamente quanto se esvai.
Instinto, desejo, ferocidade, raiva....
E angústia.
E angústia.
Tudo o que há de mais relevante pra defender;
A necessidade da luta constante;
O desinteresse indiscriminador;
A solidão em equipe.
A necessidade da luta constante;
O desinteresse indiscriminador;
A solidão em equipe.
O motivo de estarmos errados;
O motivo de estarmos errados;
O motivo de estarmos errados;
O motivo de estarmos errados.
O motivo de estarmos errados;
O motivo de estarmos errados;
O motivo de estarmos errados.
6 de fev. de 2014
Madrugado
Não é da tua alçada, despertar do nascer do Sol,
Esse sentimento que possuo agora.
Meu êxtase vagabundo não beira teu interesse
Assim como sua rotina me causa asco.
Para os utilizadores, espero que não esteja se gabando;
Para os curiosos, teoria e realidade não se encontram aqui;
Para os desocupados, sintam-se em casa;
Para os matutinais, corram enquanto podem.
Estou no lugar onde depressivos decidem pular,
Onde universitárias decidem dançar para pagar a faculdade,
Onde amantes decidem comprar munição
E onde pais decidem ensinar sobre a gravidade.
Não me entenda madrugado errado,
Aqui não é o lugar do erro.
Assim como qualquer senso social,
Esta qualificação não existe no momento.
Só existo eu.
Por mais que meus amigos estejam comigo
E minha família esteja ao meu dispor,
Só existo eu.
Aqui nada importa realmente.
Aqui sabemos que não somos nada.
Enquanto as pessoas dormem tranquilas,
Nós existimos... E isso basta por ora.
Esse sentimento que possuo agora.
Meu êxtase vagabundo não beira teu interesse
Assim como sua rotina me causa asco.
Para os utilizadores, espero que não esteja se gabando;
Para os curiosos, teoria e realidade não se encontram aqui;
Para os desocupados, sintam-se em casa;
Para os matutinais, corram enquanto podem.
Estou no lugar onde depressivos decidem pular,
Onde universitárias decidem dançar para pagar a faculdade,
Onde amantes decidem comprar munição
E onde pais decidem ensinar sobre a gravidade.
Não me entenda madrugado errado,
Aqui não é o lugar do erro.
Assim como qualquer senso social,
Esta qualificação não existe no momento.
Só existo eu.
Por mais que meus amigos estejam comigo
E minha família esteja ao meu dispor,
Só existo eu.
Aqui nada importa realmente.
Aqui sabemos que não somos nada.
Enquanto as pessoas dormem tranquilas,
Nós existimos... E isso basta por ora.
15 de out. de 2013
Doce lar
São Paulo chora tão terrível e elegantemente que eu não consigo parar de pensar nas pessoas que são obrigadas a serem sentimentalizadas por seu pranto. Mesmo no meu apartamento no céu um breve momento de escuridão é necessário para tal admiração. Minha cidade faz questão de cuspir em meu rosto, na minha eletricidade e na minha varanda por sua angústia, faz questão de mostrar sua fúria e exigir reparos ao me privar de meus momentos iluministas. Não sabe ela que sua tristeza é, na verdade, compartilhada entre os camaradas barbudos, entre clérigos populares, entre os civis indiferentes e até pelos homens de terno. Ela não sabe que sentimos sua raiva do momento em que pisamos em sua terra até o dia em que um projétil nos empurrará para suas profundezas. Ela não sabe que sentimos.
Na chuva, minha turma não sofre. As janelas do prédio são fortificadas, a eletricidade é garantida por um gerador de diesel sujo e minha água, meu aquecimento, minha programação de qualidade "gold" e minha comida estão garantidos por invenções que vão além da minha capacidade intelectual. Entretanto, independentemente desses fatores, não estou contente.
Não quero eu sair pelas ruas e cantar a viciosa canção da cidade da garoa, não tenho a intenção de deixar meu apartamento e ir a uma boate ou um bar numa madrugada de terça-feira e sou indiferente ao efeito da gravidade sobre essas gotículas inevitáveis. Não faço questão de que a Lua desapareça e dê lugar ao formoso Sol que traz consigo a esperança de que um dia esta será uma boa morada aos pais de família da periferia que, de acordo com nossa história, só sabem se fuder. Não quero viver para o amanhã.
Quero, sim, sair sozinho e com vocês nas minhas ruas, nas nossas ruas, todos nus e gritando, ignorando nossos corpos e ouvindo apenas nossas vozes na avenida paulista. E ao notar nossos corpos, reparar em seu movimento constante de metamorfose edificadora arrancando as grades do palácio dos bandeirantes. Quero fazer a garoa sorrir ao mudar as vidas dos homens que tanto sofreram e estender minha mão aos porcos abastados que cairão neste momento e transformá-los em cidadãos. Quero bater nessa gente que tanto dorme em pleno serviço da constituição e mostrar que as mudanças virão e, sejam eles quem forem, o preço será pago por todos... Quero mostrar que podemos viver e não nos matar.
Tenho ciência da minha ignorância, minha dialética é repugnante e meu intelecto foi amplamente reprimido com o tempo. Entretanto, sou um insatisfeito. Sou um infeliz que não consegue ser feliz por não conseguir alcançar a fase da "aceitação" e, logicamente, não consigo aceitar os horrores praticados diariamente por todos. Sou muito útil pra sociedade. Não culpo os acomodados por nossos transtornos, mas faço questão de mostrar neste texto o sentimento de decepção que minha cidade nos mostra.
Sei que é apenas uma chuva, ainda não atingi o status de loucura, mas foi uma chuva tão tagarela...
Na chuva, minha turma não sofre. As janelas do prédio são fortificadas, a eletricidade é garantida por um gerador de diesel sujo e minha água, meu aquecimento, minha programação de qualidade "gold" e minha comida estão garantidos por invenções que vão além da minha capacidade intelectual. Entretanto, independentemente desses fatores, não estou contente.
Não quero eu sair pelas ruas e cantar a viciosa canção da cidade da garoa, não tenho a intenção de deixar meu apartamento e ir a uma boate ou um bar numa madrugada de terça-feira e sou indiferente ao efeito da gravidade sobre essas gotículas inevitáveis. Não faço questão de que a Lua desapareça e dê lugar ao formoso Sol que traz consigo a esperança de que um dia esta será uma boa morada aos pais de família da periferia que, de acordo com nossa história, só sabem se fuder. Não quero viver para o amanhã.
Quero, sim, sair sozinho e com vocês nas minhas ruas, nas nossas ruas, todos nus e gritando, ignorando nossos corpos e ouvindo apenas nossas vozes na avenida paulista. E ao notar nossos corpos, reparar em seu movimento constante de metamorfose edificadora arrancando as grades do palácio dos bandeirantes. Quero fazer a garoa sorrir ao mudar as vidas dos homens que tanto sofreram e estender minha mão aos porcos abastados que cairão neste momento e transformá-los em cidadãos. Quero bater nessa gente que tanto dorme em pleno serviço da constituição e mostrar que as mudanças virão e, sejam eles quem forem, o preço será pago por todos... Quero mostrar que podemos viver e não nos matar.
Tenho ciência da minha ignorância, minha dialética é repugnante e meu intelecto foi amplamente reprimido com o tempo. Entretanto, sou um insatisfeito. Sou um infeliz que não consegue ser feliz por não conseguir alcançar a fase da "aceitação" e, logicamente, não consigo aceitar os horrores praticados diariamente por todos. Sou muito útil pra sociedade. Não culpo os acomodados por nossos transtornos, mas faço questão de mostrar neste texto o sentimento de decepção que minha cidade nos mostra.
Sei que é apenas uma chuva, ainda não atingi o status de loucura, mas foi uma chuva tão tagarela...
31 de ago. de 2013
Lanche natural industrializado
Meu corpo doía meu pulmão urgia meu coração batia
Da penicilina abusei para garantir para relaxar, por favor!
Não bastava a doença assintomática ainda aguentava os pequenos
Na casa gritavam a patroa chorava.. degluti como o Dr. mandou.
Não lembro de muito, o mundo estava mudo, uma caixa fina da parede dava risada,
Meu sustento biológico veio dum paralelepípedo translucido, esquisito... uma filosofia!
A donzela da casa veio me agarrar, decidi fazer vingar também.
Tão simples! Bastou-me a combinação de tempo e um copo d'água.
Essas noites são sempre coloridas, cheias de luzes, sentimentos, interesse, magia... uma loucura!
Morta e rancorosa é a luz que estupra cega desperta e arranca meu prazer
É ela a personificação do Diabo proletário que envolve seus filhos num universo de alegria estúpida e fala
A vingança será na próxima vida e morrerei tentando provar tal fato ainda nesta.
Estas bestas não podem ser assim tão burras ignorantes desinteressadas promíscuas e alienadas da sua própria miséria.
Não há salvação, minha própria raça... ela está contaminada com esse processo de putrefação intelectual,
O inferno risonho invade meu céu de brancura bela, de pureza e de sacrifício.
Discordância ideológica, choque de culturas, luta de classes, centrais e periféricos... faça da nomenclatura o seu prazer,
Mas o nome disto é Guerra, e a falange soberana é minha!
Meu comportamento em relação ao mundo será sempre de humildade e desvinculação,
Não deixarei que sujem o nome da minha justiça com o título de intolerância.
Da penicilina abusei para garantir para relaxar, por favor!
Não bastava a doença assintomática ainda aguentava os pequenos
Na casa gritavam a patroa chorava.. degluti como o Dr. mandou.
Não lembro de muito, o mundo estava mudo, uma caixa fina da parede dava risada,
Meu sustento biológico veio dum paralelepípedo translucido, esquisito... uma filosofia!
A donzela da casa veio me agarrar, decidi fazer vingar também.
Tão simples! Bastou-me a combinação de tempo e um copo d'água.
Essas noites são sempre coloridas, cheias de luzes, sentimentos, interesse, magia... uma loucura!
Morta e rancorosa é a luz que estupra cega desperta e arranca meu prazer
É ela a personificação do Diabo proletário que envolve seus filhos num universo de alegria estúpida e fala
A vingança será na próxima vida e morrerei tentando provar tal fato ainda nesta.
Estas bestas não podem ser assim tão burras ignorantes desinteressadas promíscuas e alienadas da sua própria miséria.
Não há salvação, minha própria raça... ela está contaminada com esse processo de putrefação intelectual,
O inferno risonho invade meu céu de brancura bela, de pureza e de sacrifício.
Discordância ideológica, choque de culturas, luta de classes, centrais e periféricos... faça da nomenclatura o seu prazer,
Mas o nome disto é Guerra, e a falange soberana é minha!
Meu comportamento em relação ao mundo será sempre de humildade e desvinculação,
Não deixarei que sujem o nome da minha justiça com o título de intolerância.
A graça de Deus
É intrigante ver a posição do meu suposto Pai,
Pois o meu incentivo tende, progressivamente, a um obstáculo.
Meu sangue é ardente e minha consciência é superior,
Mas não possuo Sua potência, nem Sua presença.
Tua astúcia é gananciosa, não sabe parar.
Fazes Tu a galhofa de rebaixar minha idolatria sobre um milhar de Marias,
Tens Tu o gracejo de ajoelha-la ao meu ódio
E ainda brinca e goza com seu estado civil.
Há quem diga que a penitência leva ao Seu encontro,
Por esta jocosidade e pela antiga meretriz, creio possuir crédito abastado.
Assim, prevejo que nosso encontro será breve
Na Sua casa, no Seu conforto, no Seu reino.
Se existes, não é magnificência alguma dizer que descendo te Ti,
Tenho também a graça e o sadismo divinos.
Logo fundarei Seu caos nesta Terra morta e infeliz
E, ao bater em sua porta, serei você e tu serás Eu.
Pois o meu incentivo tende, progressivamente, a um obstáculo.
Meu sangue é ardente e minha consciência é superior,
Mas não possuo Sua potência, nem Sua presença.
Tua astúcia é gananciosa, não sabe parar.
Fazes Tu a galhofa de rebaixar minha idolatria sobre um milhar de Marias,
Tens Tu o gracejo de ajoelha-la ao meu ódio
E ainda brinca e goza com seu estado civil.
Há quem diga que a penitência leva ao Seu encontro,
Por esta jocosidade e pela antiga meretriz, creio possuir crédito abastado.
Assim, prevejo que nosso encontro será breve
Na Sua casa, no Seu conforto, no Seu reino.
Se existes, não é magnificência alguma dizer que descendo te Ti,
Tenho também a graça e o sadismo divinos.
Logo fundarei Seu caos nesta Terra morta e infeliz
E, ao bater em sua porta, serei você e tu serás Eu.
23 de ago. de 2013
Bruna é pequena, mas não surfa
Maldita fera celeste, sempre vem importunar.
No auge do pensamento, ápice da lógica,
Desce cintilante e furiosa em chuva constante.
Não tendo refúgio, meu fado é morrer.
É boa essa hipócrita paradoxal,
Apresenta-me a dúvida como presente
E rouba o que construí com sangue
Para o prazer de os assolar privadamente.
Vivi com liberdade plena e inquestionável,
Mas concedi meus pensamentos ("privatizei", pra direita).
Faltavam-me recursos e meu palácio deixei
Enquanto o Absurdo imperava e jantava fartamente.
Era esperado:
Da luz fez-se fogo em minha tez,
Da chuva alagou-se meu interior,
Na queda dos escombros não mais sentia
E, com minha morte, morreu meu parasita.
Seu sentir de peralta tornou-se lúdico
E, por consequência do lúdico, nasceu o libertário.
Tanto no século XIX quanto no XXI
Dirão que vivo anarquia, desordem e irracionalidade.
Graças a ti, não desmentirei tais palavras!
Prontamente, apreciarei o elogio, assim como a emulação.
No auge do pensamento, ápice da lógica,
Desce cintilante e furiosa em chuva constante.
Não tendo refúgio, meu fado é morrer.
É boa essa hipócrita paradoxal,
Apresenta-me a dúvida como presente
E rouba o que construí com sangue
Para o prazer de os assolar privadamente.
Vivi com liberdade plena e inquestionável,
Mas concedi meus pensamentos ("privatizei", pra direita).
Faltavam-me recursos e meu palácio deixei
Enquanto o Absurdo imperava e jantava fartamente.
Era esperado:
Da luz fez-se fogo em minha tez,
Da chuva alagou-se meu interior,
Na queda dos escombros não mais sentia
E, com minha morte, morreu meu parasita.
Seu sentir de peralta tornou-se lúdico
E, por consequência do lúdico, nasceu o libertário.
Tanto no século XIX quanto no XXI
Dirão que vivo anarquia, desordem e irracionalidade.
Graças a ti, não desmentirei tais palavras!
Prontamente, apreciarei o elogio, assim como a emulação.
26 de jul. de 2013
Estou triste
Não é por muita abstração ou qualquer indagação que tomou-me por dias, não.
Não estou triste por não entender, por ser jovem e ignorante,
Entendo muito das regras, tenho meu código moral e entendo o seu também.
Sou um homem lógico: eu observo, experimento e comprovo,
Mas não estou bravo com minhas ciências também, afinal, somos humanos.
Estou decepcionado, acredito que seja mais correto.
Na verdade, só estou decepcionado, não existe um motivo pra isso..
Exatamente! É exatamente a falta de motivo que conturba-me, é ilógico!
Daí, tirei que a falta de um motivo significaria uma totalidade de fatos incompreensíveis à minha lógica juvenil,
Eu sou, de fato, muito jovem e, portanto, inexperiente e, por isto, confuso, muito confuso.
Quando começo... ah! quase não sei onde vou parar... que diferença faz? De decepcionado vou sempre à perturbado.
Essa necessidade constante de pensar, de entender, de resolver esses problemas,
Esse martírio constante e falso que passamos diariamente ao fingir que nos importamos,
Qual a relevância de tudo isso? Por que entender? Por que resolver?
Pelo que morrer? Talvez tenha mais atrativos: pelo que viver?
Estava errado, não entendo seu código moral.
Estou triste, mas não é por nada não... pra que pensar?
Sei que pessoas morrem antes de começarem a viver,
Sei que há o absurdo dos homens diariamente,
Sei que não existe ordem, lógica ou coerência.
Estava errado, não sou um homem lógico.
Esses homens são déspotas maníacos,
Só sabem seguir seus instintos e suas ambições perversas,
São todos impuros por natureza e condenados por ela.
Estava errado, não somos humanos, somos animais.
Estou triste... não! estou decepcionado.
Estou decepcionado pois fui enganado há muito tempo.
Estou decepcionado pois mentiram e eu não sei admitir.
Estou decepcionado pois não seguimos nossos códigos.
Estou decepcionado pois minha lógica é falha.
Estou decepcionado pois não sou um humano.
Animais não ficam tristes,
Animais não ficam decepcionados,
Animais ficam perturbados.
Acho que acertei agora...
Não estou triste por não entender, por ser jovem e ignorante,
Entendo muito das regras, tenho meu código moral e entendo o seu também.
Sou um homem lógico: eu observo, experimento e comprovo,
Mas não estou bravo com minhas ciências também, afinal, somos humanos.
Estou decepcionado, acredito que seja mais correto.
Na verdade, só estou decepcionado, não existe um motivo pra isso..
Exatamente! É exatamente a falta de motivo que conturba-me, é ilógico!
Daí, tirei que a falta de um motivo significaria uma totalidade de fatos incompreensíveis à minha lógica juvenil,
Eu sou, de fato, muito jovem e, portanto, inexperiente e, por isto, confuso, muito confuso.
Quando começo... ah! quase não sei onde vou parar... que diferença faz? De decepcionado vou sempre à perturbado.
Essa necessidade constante de pensar, de entender, de resolver esses problemas,
Esse martírio constante e falso que passamos diariamente ao fingir que nos importamos,
Qual a relevância de tudo isso? Por que entender? Por que resolver?
Pelo que morrer? Talvez tenha mais atrativos: pelo que viver?
Estava errado, não entendo seu código moral.
Estou triste, mas não é por nada não... pra que pensar?
Sei que pessoas morrem antes de começarem a viver,
Sei que há o absurdo dos homens diariamente,
Sei que não existe ordem, lógica ou coerência.
Estava errado, não sou um homem lógico.
Esses homens são déspotas maníacos,
Só sabem seguir seus instintos e suas ambições perversas,
São todos impuros por natureza e condenados por ela.
Estava errado, não somos humanos, somos animais.
Estou triste... não! estou decepcionado.
Estou decepcionado pois fui enganado há muito tempo.
Estou decepcionado pois mentiram e eu não sei admitir.
Estou decepcionado pois não seguimos nossos códigos.
Estou decepcionado pois minha lógica é falha.
Estou decepcionado pois não sou um humano.
Animais não ficam tristes,
Animais não ficam decepcionados,
Animais ficam perturbados.
Acho que acertei agora...
30 de abr. de 2013
Se o mundo cheirasse a ti
Se o mundo cheirasse a ti,
Não haveira poemas vis,
Não ouviria-se querelas de alguém
Nem um ser cantando Réquiem.
O céu noturno ficava por si
E não haveria Van Gogh para o enegrecer.
Se surgisse um bêbado, seria de outrem,
Não um Alighieri pra cantar o que vem.
Talvez morressem uns cem,
Mas nem os três de maquiavelismo,
Nem ninguém de ímpeto preciso.
Acho que seria feliz também,
Possível adepto de eternismos...
Starters Naribus? Haeretici!
Não haveira poemas vis,
Não ouviria-se querelas de alguém
Nem um ser cantando Réquiem.
O céu noturno ficava por si
E não haveria Van Gogh para o enegrecer.
Se surgisse um bêbado, seria de outrem,
Não um Alighieri pra cantar o que vem.
Talvez morressem uns cem,
Mas nem os três de maquiavelismo,
Nem ninguém de ímpeto preciso.
Acho que seria feliz também,
Possível adepto de eternismos...
Starters Naribus? Haeretici!
17 de mar. de 2013
Homo ludens, de fato
Vivia como se tinha que viver,
Era bom para todos e isso incluía mulheres.
Sorria, mesmo sem precisar
E cantava, como se fosse de bajular.
Funcionava como era de se esperar.
Ele ria, ela entretinha-se,
Mas era só o que tinha que dar.
Afinal, acabou que sempre davam.
É o dar que me intrigava..
Trataria-o como eunuco se não soubesse.
Compensava a fraqueza que não podia mostrar,
Normalmente, só não querem mostrar.
Um dia, foi cantado.
Não parecia dar certo no sentido contrário,
Mas foi continuado sem temer
E, no final, acabou que deu também.
Vai entender...
Era bom para todos e isso incluía mulheres.
Sorria, mesmo sem precisar
E cantava, como se fosse de bajular.
Funcionava como era de se esperar.
Ele ria, ela entretinha-se,
Mas era só o que tinha que dar.
Afinal, acabou que sempre davam.
É o dar que me intrigava..
Trataria-o como eunuco se não soubesse.
Compensava a fraqueza que não podia mostrar,
Normalmente, só não querem mostrar.
Um dia, foi cantado.
Não parecia dar certo no sentido contrário,
Mas foi continuado sem temer
E, no final, acabou que deu também.
Vai entender...
26 de jan. de 2013
Gente grande
Sinto medo.
É foda admitir isso, como todos sabem.
Mas sinto medo do que está por vir...
Como todo bom humano sente.
Não tenho a mínima certeza do futuro,
Não sei se é feito de solidão angustiada,
Ou de alegria compartilhada,
Mas tenho medo do que está por vir.
Seja lá como for,
Sei que vou aguentar da forma que aparecer.
Porém, não quero mudar..
Gosto do que foi e sinto gosto de lembrar!
Há muito que os tempos não mudam,
Mas não existe o que fazer para impedir.
Sei que minha base tende a tremer
E que meus instintos gritam para uma fuga.
Porém, não há homem que lute contra o acaso,
Não há quem consiga vencer a alternância de tudo... e de todos.
Meus pés podem ceder à grandeza do tempo,
Mas meu espírito nunca se curvará.
Sinto falta do que se foi...
Sinto angústia ao pensar no que poderia ter sido...
Mas não tenho ressentimentos,
Esse tempo, passou-me.
Que a força de Deuses recaia sobre mim,
Que a badalada final toque em minha presença,
Que o fim dos tempos encare-me frente a frente!
Nada disso põe medo em minha alma.
Mas o amanhã?
O dia de que nada se aguarda:
Meus pedaços, minhas fibras, minha alma!
Tudo tende ao temer.
É foda admitir isso, como todos sabem.
Mas sinto medo do que está por vir...
Como todo bom humano sente.
Não tenho a mínima certeza do futuro,
Não sei se é feito de solidão angustiada,
Ou de alegria compartilhada,
Mas tenho medo do que está por vir.
Seja lá como for,
Sei que vou aguentar da forma que aparecer.
Porém, não quero mudar..
Gosto do que foi e sinto gosto de lembrar!
Há muito que os tempos não mudam,
Mas não existe o que fazer para impedir.
Sei que minha base tende a tremer
E que meus instintos gritam para uma fuga.
Porém, não há homem que lute contra o acaso,
Não há quem consiga vencer a alternância de tudo... e de todos.
Meus pés podem ceder à grandeza do tempo,
Mas meu espírito nunca se curvará.
Sinto falta do que se foi...
Sinto angústia ao pensar no que poderia ter sido...
Mas não tenho ressentimentos,
Esse tempo, passou-me.
Que a força de Deuses recaia sobre mim,
Que a badalada final toque em minha presença,
Que o fim dos tempos encare-me frente a frente!
Nada disso põe medo em minha alma.
Mas o amanhã?
O dia de que nada se aguarda:
Meus pedaços, minhas fibras, minha alma!
Tudo tende ao temer.
21 de jan. de 2013
Alguma coisa sobre estrutura
Não acordei sentindo alguma coisa,
Passei a tarde procurando Sentido
E fui dormir meu sono vazio...
Mantenho esse esporte.
Quando perguntaram sobre mim,
Decidi ir-me pela porta do cômodo;
Mas quando vi televisão,
Senti a paz reinar de novo.
Acho que perdi alguma coisa,
Mas não chequei pra conferir.
De fato, estou mais leve,
Sem forma pior, é claro.
Acho que nunca existiu,
Essa seria a solução!
Quanta insistência, essa minha,
Nunca aceito ouvir não...
Passei a tarde procurando Sentido
E fui dormir meu sono vazio...
Mantenho esse esporte.
Quando perguntaram sobre mim,
Decidi ir-me pela porta do cômodo;
Mas quando vi televisão,
Senti a paz reinar de novo.
Acho que perdi alguma coisa,
Mas não chequei pra conferir.
De fato, estou mais leve,
Sem forma pior, é claro.
Acho que nunca existiu,
Essa seria a solução!
Quanta insistência, essa minha,
Nunca aceito ouvir não...
10 de jan. de 2013
Fotografia
Estão olhando pra mim!
Estão olhando pra mim?
Devo ter sido esquecido...
Não precisa ser algo ruim.
Quanta anarquia...
Quanto descontrole!
Há índios vagando por aí
Ao lado de vadias que nunca esqueci
São homens tão fortes quanto estúpidos;
Casais cujas fotos eu caio no riso;
Caxinguelês, famosos traidores...
Entre outros merecedores de forca
Vou manter essa golfada aqui dentro,
Não é minha intenção ofender.
Mas isso não muda fato nenhum,
Em outras palavras: podem morrer.
Estão olhando pra mim?
Devo ter sido esquecido...
Não precisa ser algo ruim.
Quanta anarquia...
Quanto descontrole!
Há índios vagando por aí
Ao lado de vadias que nunca esqueci
São homens tão fortes quanto estúpidos;
Casais cujas fotos eu caio no riso;
Caxinguelês, famosos traidores...
Entre outros merecedores de forca
Vou manter essa golfada aqui dentro,
Não é minha intenção ofender.
Mas isso não muda fato nenhum,
Em outras palavras: podem morrer.
8 de jan. de 2013
Beleza relativa
Nada como ter um dia de arsh
Percebendo a stronzate existente
Nos mais crédulos fils de pute
E nos amáveis gelehrte
Mas não seja tão stultus
Faço questão de te baiser...
Da maneira mais douloureux
Mas mantendo o prazer
Não há necessidade de urlare,
Acredito que ninguém audire
Peço que fique à vontade
Pois o sessu vai inizio
Sentem-se em seus lugares,
O montrer está para abrir
Não chorem, bambini
Um dia estarão aqui
Percebendo a stronzate existente
Nos mais crédulos fils de pute
E nos amáveis gelehrte
Mas não seja tão stultus
Faço questão de te baiser...
Da maneira mais douloureux
Mas mantendo o prazer
Não há necessidade de urlare,
Acredito que ninguém audire
Peço que fique à vontade
Pois o sessu vai inizio
Sentem-se em seus lugares,
O montrer está para abrir
Não chorem, bambini
Um dia estarão aqui
5 de jan. de 2013
O Sentimento
Senti falta da sua presença,
Do jeito que fala comigo
E permanece calado em crença...
Na surrealização do absoluto
Sei que sentiu minha falta...
O que é de você fora do meu ego?
Somos, os dois, produtos mútuos
Dependentes eternos em guerra
Sabemos da verdade:
Não faço mais de você
E o contrário é feito justo.
Só esperança nos escora.
Faça-se confortável,
Agite-se como preferir
E divirta-se enquanto puder..
Pois não vai durar muito
Do jeito que fala comigo
E permanece calado em crença...
Na surrealização do absoluto
Sei que sentiu minha falta...
O que é de você fora do meu ego?
Somos, os dois, produtos mútuos
Dependentes eternos em guerra
Sabemos da verdade:
Não faço mais de você
E o contrário é feito justo.
Só esperança nos escora.
Faça-se confortável,
Agite-se como preferir
E divirta-se enquanto puder..
Pois não vai durar muito
13 de dez. de 2012
Concreto
Há um pássaro que sempre canta,
Um casal que anda pela praça,
Um velho que lança suas mandingas,
Uma moça que é sempre bela.
A cada segundo, um carro passa,
A cada minuto, ouve-se um samba,
A cada hora, o sino toca,
A cada dia... nada nunca muda.
Não quero um pássaro que cante,
Não quero um casal andando,
Não quero um velho revoltado,
Não quero uma moça assim.
Quero um pássaro que nade,
Quero um casal que corra,
Quero um velho que chore,
Quero uma moça... que morra.
Mas que cante,
Mas que ande,
Mas que lance...
Mas que seja!
Um casal que anda pela praça,
Um velho que lança suas mandingas,
Uma moça que é sempre bela.
A cada segundo, um carro passa,
A cada minuto, ouve-se um samba,
A cada hora, o sino toca,
A cada dia... nada nunca muda.
Não quero um pássaro que cante,
Não quero um casal andando,
Não quero um velho revoltado,
Não quero uma moça assim.
Quero um pássaro que nade,
Quero um casal que corra,
Quero um velho que chore,
Quero uma moça... que morra.
Mas que cante,
Mas que ande,
Mas que lance...
Mas que seja!
2 de out. de 2012
À Deriva
Cantei, e cantei, e cantei.
Não senti dó de mim.
Pois, Chico, sinto-me bem!
Isso é algo para contar.
Não tropecei no mundo,
Nem escorreguei na vida,
Mas senti prazer..
Em tudo e em todos.
Senti prazer ao não pensar.
Ao esquecer-me das consequências,
Assim como das regalias.
Creio que não restem para mim.
Agora, estou à maré.
Leve-me, busque-me...
Faça como queiras!
Mas deixe-me em meu canto
Que a tanto me espera.
Não senti dó de mim.
Pois, Chico, sinto-me bem!
Isso é algo para contar.
Não tropecei no mundo,
Nem escorreguei na vida,
Mas senti prazer..
Em tudo e em todos.
Senti prazer ao não pensar.
Ao esquecer-me das consequências,
Assim como das regalias.
Creio que não restem para mim.
Agora, estou à maré.
Leve-me, busque-me...
Faça como queiras!
Mas deixe-me em meu canto
Que a tanto me espera.
25 de set. de 2012
Eclosão
Sinto-me vazio porque não mais tenho o que completar.
Não sinto raiva nem angústia,
Não desejo vingança ou punição.
Sinto-me vazio porque fui deixado assim.
Seja por demônio divino ou querubim caído,
Sinto-me vazio.
Não sinto raiva nem angústia,
Não desejo vingança ou punição.
Não quero nada... e por isso estou.
Pois que venham novas trovas à cantar,
Novos delírios na beira da razão.
Que deem o pior que possam dar!
Que deem o pior que possam dar!
Pois sinto a vontade de disputar.
Não quero história,
Deixo-a para os que se fazem dela.
Não quero história,
Deixo-a para os que se fazem dela.
Tenho apenas avidez pelo momento,
Que ele exista e se faça.
Que ele exista e se faça.
Estou privado de felicidade,
Tampouco de tristeza.
Mas espero por sentir arder...
E queima.
24 de set. de 2012
Inefável
Hoje um anjo beijou-me a testa.
Senti-a atravessar o peso travestido
De memórias, de imagens, de vergonha...
E por instantes me senti leve... a sonhar...
Saiu à voar.
Era corrida por seus afazeres
E disputada pelos mais nobres celestes.
Ainda assim, voltava sem falta para me concertar.
Deixava-a ir, pois sabia que voltava,
Pois mesmo quando os Deuses a castigavam
E o mundo abalava com Iras eternas,
Estava ela lá, a bater em minha janela.
Quando não mais entendia sua vontade,
Quando fustigava-me o pensamento
Perguntei-lhe o por quê de tudo isso.
E ela? Ela sorriu...
Senti-a atravessar o peso travestido
De memórias, de imagens, de vergonha...
E por instantes me senti leve... a sonhar...
Saiu à voar.
Era corrida por seus afazeres
E disputada pelos mais nobres celestes.
Ainda assim, voltava sem falta para me concertar.
Deixava-a ir, pois sabia que voltava,
Pois mesmo quando os Deuses a castigavam
E o mundo abalava com Iras eternas,
Estava ela lá, a bater em minha janela.
Quando não mais entendia sua vontade,
Quando fustigava-me o pensamento
Perguntei-lhe o por quê de tudo isso.
E ela? Ela sorriu...
11 de dez. de 2011
Noite no Paraíso
Teus dedos se entrelaçam aos meus,
Tua voz acalma e cala-me os lábios.
É inspiração que faltava em Romeus,
Espaço vazio deixado por corpos frios.
Em instantes, ouve-se o mundo parar...
É o caminhar de quem se pára para olhar.
Não há tempo que baste ou olhos que se fechem,
É esplendor, é sublime...
Atroz de quem se ousar a observar.
É o bater da saudade em madrugadas sós,
É o cheiro de roupas jogadas aos nós...
São os tons e os sons que me consomem,
Crimes de amantes que se divertem.
Tua voz acalma e cala-me os lábios.
É inspiração que faltava em Romeus,
Espaço vazio deixado por corpos frios.
Em instantes, ouve-se o mundo parar...
É o caminhar de quem se pára para olhar.
Não há tempo que baste ou olhos que se fechem,
É esplendor, é sublime...
Atroz de quem se ousar a observar.
É o bater da saudade em madrugadas sós,
É o cheiro de roupas jogadas aos nós...
São os tons e os sons que me consomem,
Crimes de amantes que se divertem.
19 de nov. de 2011
Exílio
Que berrantes sobrestejam,
Que a vista não me suma.
Que a vista não me suma.
Que salve o Homem!
Lobo do Lobo do Lobo...
Estou inseguro ao só,
Onde bate forte frio.
Mas há cura ardente,
Tênue esperança latente.
É fortaleza de possuir,
Lobo do Lobo do Lobo...
Estou inseguro ao só,
Onde bate forte frio.
Mas há cura ardente,
Tênue esperança latente.
É fortaleza de possuir,
Inveja de espectador.
O que o sonho tem a compor,
Que há tanto está em insistir...
Peço sua simples presença,
O que o sonho tem a compor,
Que há tanto está em insistir...
Peço sua simples presença,
O remate de um esplendor.
Singela de tão caridosa,
E que me tem por puro amor.
Singela de tão caridosa,
E que me tem por puro amor.
La Mica
Acredito estar perdido,
Deixo que leve-me pela mão.
Não sei onde vamos,
E me pergunto se importa.
Fugimos do Mundo?
Nunca deixa nos deixarmos!
Está escuro.. tenho medo;
Ainda agarra-me forte.
Tuas mãos me passam,
Como talvez que salvam.
Dos vícios não lembro,
Até as palavras esqueço!
E de que importa?
O que foi não vai,
O que vem nos some.
Me prendem... como querem.
Salvo o que paredes guardaram,
Que de lembrança é o que tenho.
Salvo quando os rios tocaram,
Que da memória não deixo.
Os olhos não viram, nunca veem.
Por isso tenho nos sonhos,
E quem sabe no além.
Deixo que leve-me pela mão.
Não sei onde vamos,
E me pergunto se importa.
Fugimos do Mundo?
Nunca deixa nos deixarmos!
Está escuro.. tenho medo;
Ainda agarra-me forte.
Tuas mãos me passam,
Como talvez que salvam.
Dos vícios não lembro,
Até as palavras esqueço!
E de que importa?
O que foi não vai,
O que vem nos some.
Me prendem... como querem.
Salvo o que paredes guardaram,
Que de lembrança é o que tenho.
Salvo quando os rios tocaram,
Que da memória não deixo.
Os olhos não viram, nunca veem.
Por isso tenho nos sonhos,
E quem sabe no além.
16 de out. de 2011
A Morena Virgem
Andava, falava.. corria demais!
Teus olhos, por simples, sem mais.
Cinzas negras sobraram,
Acredito que sopraram..
Não vi.
Gritava e gritava, Oh Deus!
Invejava-me ao céu,
Que o chão tanto a prendia.
Ao baixar-me, fui puxado.
Os olhos revi; o coração..
Maldito seja esse pulsar,
Aos que o querem, podem ficar!
Asas bateram, voltei ao voar.
E a via... agora a chorar.
Voava sempre a pensar:
Sou culpado, não minto,
E por mentir não me faço.
Minto, pois sou culpado..
Será que sopraram?
Não vi.
Teus olhos, por simples, sem mais.
Cinzas negras sobraram,
Acredito que sopraram..
Não vi.
Gritava e gritava, Oh Deus!
Invejava-me ao céu,
Que o chão tanto a prendia.
Ao baixar-me, fui puxado.
Os olhos revi; o coração..
Maldito seja esse pulsar,
Aos que o querem, podem ficar!
Asas bateram, voltei ao voar.
E a via... agora a chorar.
Voava sempre a pensar:
Sou culpado, não minto,
E por mentir não me faço.
Minto, pois sou culpado..
Será que sopraram?
Não vi.
7 de out. de 2011
1.55 'I know you, you know me'
Que és tu?
Na cabeça soberana do mundo infame, talvez.
Facilmente me tem em suas palavras,
Que os gestos se fazem desnecessários.
Passa-me.. e leva embora.
Que suas mãos lhe passem os cabelos,
Que sua alma submissa se degrade.
Que no inferno nos encontremos,
E na boa gargalhada caiamos.
Na mente nada carrega,
No peito sente dor.
Corre e corre,
Corre e corre, perdedor..
Pois bem, quem és tu?
É o real que mal projeto,
A loucura mais sã.
És tudo, tampouco..
É nada.
Na cabeça soberana do mundo infame, talvez.
Facilmente me tem em suas palavras,
Que os gestos se fazem desnecessários.
Passa-me.. e leva embora.
Que suas mãos lhe passem os cabelos,
Que sua alma submissa se degrade.
Que no inferno nos encontremos,
E na boa gargalhada caiamos.
Na mente nada carrega,
No peito sente dor.
Corre e corre,
Corre e corre, perdedor..
Pois bem, quem és tu?
É o real que mal projeto,
A loucura mais sã.
És tudo, tampouco..
É nada.
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