Não é por muita abstração ou qualquer indagação que tomou-me por dias, não.
Não estou triste por não entender, por ser jovem e ignorante,
Entendo muito das regras, tenho meu código moral e entendo o seu também.
Sou um homem lógico: eu observo, experimento e comprovo,
Mas não estou bravo com minhas ciências também, afinal, somos humanos.
Estou decepcionado, acredito que seja mais correto.
Na verdade, só estou decepcionado, não existe um motivo pra isso..
Exatamente! É exatamente a falta de motivo que conturba-me, é ilógico!
Daí, tirei que a falta de um motivo significaria uma totalidade de fatos incompreensíveis à minha lógica juvenil,
Eu sou, de fato, muito jovem e, portanto, inexperiente e, por isto, confuso, muito confuso.
Quando começo... ah! quase não sei onde vou parar... que diferença faz? De decepcionado vou sempre à perturbado.
Essa necessidade constante de pensar, de entender, de resolver esses problemas,
Esse martírio constante e falso que passamos diariamente ao fingir que nos importamos,
Qual a relevância de tudo isso? Por que entender? Por que resolver?
Pelo que morrer? Talvez tenha mais atrativos: pelo que viver?
Estava errado, não entendo seu código moral.
Estou triste, mas não é por nada não... pra que pensar?
Sei que pessoas morrem antes de começarem a viver,
Sei que há o absurdo dos homens diariamente,
Sei que não existe ordem, lógica ou coerência.
Estava errado, não sou um homem lógico.
Esses homens são déspotas maníacos,
Só sabem seguir seus instintos e suas ambições perversas,
São todos impuros por natureza e condenados por ela.
Estava errado, não somos humanos, somos animais.
Estou triste... não! estou decepcionado.
Estou decepcionado pois fui enganado há muito tempo.
Estou decepcionado pois mentiram e eu não sei admitir.
Estou decepcionado pois não seguimos nossos códigos.
Estou decepcionado pois minha lógica é falha.
Estou decepcionado pois não sou um humano.
Animais não ficam tristes,
Animais não ficam decepcionados,
Animais ficam perturbados.
Acho que acertei agora...
26 de jul. de 2013
30 de abr. de 2013
Se o mundo cheirasse a ti
Se o mundo cheirasse a ti,
Não haveira poemas vis,
Não ouviria-se querelas de alguém
Nem um ser cantando Réquiem.
O céu noturno ficava por si
E não haveria Van Gogh para o enegrecer.
Se surgisse um bêbado, seria de outrem,
Não um Alighieri pra cantar o que vem.
Talvez morressem uns cem,
Mas nem os três de maquiavelismo,
Nem ninguém de ímpeto preciso.
Acho que seria feliz também,
Possível adepto de eternismos...
Starters Naribus? Haeretici!
Não haveira poemas vis,
Não ouviria-se querelas de alguém
Nem um ser cantando Réquiem.
O céu noturno ficava por si
E não haveria Van Gogh para o enegrecer.
Se surgisse um bêbado, seria de outrem,
Não um Alighieri pra cantar o que vem.
Talvez morressem uns cem,
Mas nem os três de maquiavelismo,
Nem ninguém de ímpeto preciso.
Acho que seria feliz também,
Possível adepto de eternismos...
Starters Naribus? Haeretici!
17 de mar. de 2013
Homo ludens, de fato
Vivia como se tinha que viver,
Era bom para todos e isso incluía mulheres.
Sorria, mesmo sem precisar
E cantava, como se fosse de bajular.
Funcionava como era de se esperar.
Ele ria, ela entretinha-se,
Mas era só o que tinha que dar.
Afinal, acabou que sempre davam.
É o dar que me intrigava..
Trataria-o como eunuco se não soubesse.
Compensava a fraqueza que não podia mostrar,
Normalmente, só não querem mostrar.
Um dia, foi cantado.
Não parecia dar certo no sentido contrário,
Mas foi continuado sem temer
E, no final, acabou que deu também.
Vai entender...
Era bom para todos e isso incluía mulheres.
Sorria, mesmo sem precisar
E cantava, como se fosse de bajular.
Funcionava como era de se esperar.
Ele ria, ela entretinha-se,
Mas era só o que tinha que dar.
Afinal, acabou que sempre davam.
É o dar que me intrigava..
Trataria-o como eunuco se não soubesse.
Compensava a fraqueza que não podia mostrar,
Normalmente, só não querem mostrar.
Um dia, foi cantado.
Não parecia dar certo no sentido contrário,
Mas foi continuado sem temer
E, no final, acabou que deu também.
Vai entender...
26 de jan. de 2013
Gente grande
Sinto medo.
É foda admitir isso, como todos sabem.
Mas sinto medo do que está por vir...
Como todo bom humano sente.
Não tenho a mínima certeza do futuro,
Não sei se é feito de solidão angustiada,
Ou de alegria compartilhada,
Mas tenho medo do que está por vir.
Seja lá como for,
Sei que vou aguentar da forma que aparecer.
Porém, não quero mudar..
Gosto do que foi e sinto gosto de lembrar!
Há muito que os tempos não mudam,
Mas não existe o que fazer para impedir.
Sei que minha base tende a tremer
E que meus instintos gritam para uma fuga.
Porém, não há homem que lute contra o acaso,
Não há quem consiga vencer a alternância de tudo... e de todos.
Meus pés podem ceder à grandeza do tempo,
Mas meu espírito nunca se curvará.
Sinto falta do que se foi...
Sinto angústia ao pensar no que poderia ter sido...
Mas não tenho ressentimentos,
Esse tempo, passou-me.
Que a força de Deuses recaia sobre mim,
Que a badalada final toque em minha presença,
Que o fim dos tempos encare-me frente a frente!
Nada disso põe medo em minha alma.
Mas o amanhã?
O dia de que nada se aguarda:
Meus pedaços, minhas fibras, minha alma!
Tudo tende ao temer.
É foda admitir isso, como todos sabem.
Mas sinto medo do que está por vir...
Como todo bom humano sente.
Não tenho a mínima certeza do futuro,
Não sei se é feito de solidão angustiada,
Ou de alegria compartilhada,
Mas tenho medo do que está por vir.
Seja lá como for,
Sei que vou aguentar da forma que aparecer.
Porém, não quero mudar..
Gosto do que foi e sinto gosto de lembrar!
Há muito que os tempos não mudam,
Mas não existe o que fazer para impedir.
Sei que minha base tende a tremer
E que meus instintos gritam para uma fuga.
Porém, não há homem que lute contra o acaso,
Não há quem consiga vencer a alternância de tudo... e de todos.
Meus pés podem ceder à grandeza do tempo,
Mas meu espírito nunca se curvará.
Sinto falta do que se foi...
Sinto angústia ao pensar no que poderia ter sido...
Mas não tenho ressentimentos,
Esse tempo, passou-me.
Que a força de Deuses recaia sobre mim,
Que a badalada final toque em minha presença,
Que o fim dos tempos encare-me frente a frente!
Nada disso põe medo em minha alma.
Mas o amanhã?
O dia de que nada se aguarda:
Meus pedaços, minhas fibras, minha alma!
Tudo tende ao temer.
21 de jan. de 2013
Alguma coisa sobre estrutura
Não acordei sentindo alguma coisa,
Passei a tarde procurando Sentido
E fui dormir meu sono vazio...
Mantenho esse esporte.
Quando perguntaram sobre mim,
Decidi ir-me pela porta do cômodo;
Mas quando vi televisão,
Senti a paz reinar de novo.
Acho que perdi alguma coisa,
Mas não chequei pra conferir.
De fato, estou mais leve,
Sem forma pior, é claro.
Acho que nunca existiu,
Essa seria a solução!
Quanta insistência, essa minha,
Nunca aceito ouvir não...
Passei a tarde procurando Sentido
E fui dormir meu sono vazio...
Mantenho esse esporte.
Quando perguntaram sobre mim,
Decidi ir-me pela porta do cômodo;
Mas quando vi televisão,
Senti a paz reinar de novo.
Acho que perdi alguma coisa,
Mas não chequei pra conferir.
De fato, estou mais leve,
Sem forma pior, é claro.
Acho que nunca existiu,
Essa seria a solução!
Quanta insistência, essa minha,
Nunca aceito ouvir não...
10 de jan. de 2013
Fotografia
Estão olhando pra mim!
Estão olhando pra mim?
Devo ter sido esquecido...
Não precisa ser algo ruim.
Quanta anarquia...
Quanto descontrole!
Há índios vagando por aí
Ao lado de vadias que nunca esqueci
São homens tão fortes quanto estúpidos;
Casais cujas fotos eu caio no riso;
Caxinguelês, famosos traidores...
Entre outros merecedores de forca
Vou manter essa golfada aqui dentro,
Não é minha intenção ofender.
Mas isso não muda fato nenhum,
Em outras palavras: podem morrer.
Estão olhando pra mim?
Devo ter sido esquecido...
Não precisa ser algo ruim.
Quanta anarquia...
Quanto descontrole!
Há índios vagando por aí
Ao lado de vadias que nunca esqueci
São homens tão fortes quanto estúpidos;
Casais cujas fotos eu caio no riso;
Caxinguelês, famosos traidores...
Entre outros merecedores de forca
Vou manter essa golfada aqui dentro,
Não é minha intenção ofender.
Mas isso não muda fato nenhum,
Em outras palavras: podem morrer.
8 de jan. de 2013
Beleza relativa
Nada como ter um dia de arsh
Percebendo a stronzate existente
Nos mais crédulos fils de pute
E nos amáveis gelehrte
Mas não seja tão stultus
Faço questão de te baiser...
Da maneira mais douloureux
Mas mantendo o prazer
Não há necessidade de urlare,
Acredito que ninguém audire
Peço que fique à vontade
Pois o sessu vai inizio
Sentem-se em seus lugares,
O montrer está para abrir
Não chorem, bambini
Um dia estarão aqui
Percebendo a stronzate existente
Nos mais crédulos fils de pute
E nos amáveis gelehrte
Mas não seja tão stultus
Faço questão de te baiser...
Da maneira mais douloureux
Mas mantendo o prazer
Não há necessidade de urlare,
Acredito que ninguém audire
Peço que fique à vontade
Pois o sessu vai inizio
Sentem-se em seus lugares,
O montrer está para abrir
Não chorem, bambini
Um dia estarão aqui
5 de jan. de 2013
O Sentimento
Senti falta da sua presença,
Do jeito que fala comigo
E permanece calado em crença...
Na surrealização do absoluto
Sei que sentiu minha falta...
O que é de você fora do meu ego?
Somos, os dois, produtos mútuos
Dependentes eternos em guerra
Sabemos da verdade:
Não faço mais de você
E o contrário é feito justo.
Só esperança nos escora.
Faça-se confortável,
Agite-se como preferir
E divirta-se enquanto puder..
Pois não vai durar muito
Do jeito que fala comigo
E permanece calado em crença...
Na surrealização do absoluto
Sei que sentiu minha falta...
O que é de você fora do meu ego?
Somos, os dois, produtos mútuos
Dependentes eternos em guerra
Sabemos da verdade:
Não faço mais de você
E o contrário é feito justo.
Só esperança nos escora.
Faça-se confortável,
Agite-se como preferir
E divirta-se enquanto puder..
Pois não vai durar muito
13 de dez. de 2012
Concreto
Há um pássaro que sempre canta,
Um casal que anda pela praça,
Um velho que lança suas mandingas,
Uma moça que é sempre bela.
A cada segundo, um carro passa,
A cada minuto, ouve-se um samba,
A cada hora, o sino toca,
A cada dia... nada nunca muda.
Não quero um pássaro que cante,
Não quero um casal andando,
Não quero um velho revoltado,
Não quero uma moça assim.
Quero um pássaro que nade,
Quero um casal que corra,
Quero um velho que chore,
Quero uma moça... que morra.
Mas que cante,
Mas que ande,
Mas que lance...
Mas que seja!
Um casal que anda pela praça,
Um velho que lança suas mandingas,
Uma moça que é sempre bela.
A cada segundo, um carro passa,
A cada minuto, ouve-se um samba,
A cada hora, o sino toca,
A cada dia... nada nunca muda.
Não quero um pássaro que cante,
Não quero um casal andando,
Não quero um velho revoltado,
Não quero uma moça assim.
Quero um pássaro que nade,
Quero um casal que corra,
Quero um velho que chore,
Quero uma moça... que morra.
Mas que cante,
Mas que ande,
Mas que lance...
Mas que seja!
2 de out. de 2012
À Deriva
Cantei, e cantei, e cantei.
Não senti dó de mim.
Pois, Chico, sinto-me bem!
Isso é algo para contar.
Não tropecei no mundo,
Nem escorreguei na vida,
Mas senti prazer..
Em tudo e em todos.
Senti prazer ao não pensar.
Ao esquecer-me das consequências,
Assim como das regalias.
Creio que não restem para mim.
Agora, estou à maré.
Leve-me, busque-me...
Faça como queiras!
Mas deixe-me em meu canto
Que a tanto me espera.
Não senti dó de mim.
Pois, Chico, sinto-me bem!
Isso é algo para contar.
Não tropecei no mundo,
Nem escorreguei na vida,
Mas senti prazer..
Em tudo e em todos.
Senti prazer ao não pensar.
Ao esquecer-me das consequências,
Assim como das regalias.
Creio que não restem para mim.
Agora, estou à maré.
Leve-me, busque-me...
Faça como queiras!
Mas deixe-me em meu canto
Que a tanto me espera.
25 de set. de 2012
Eclosão
Sinto-me vazio porque não mais tenho o que completar.
Não sinto raiva nem angústia,
Não desejo vingança ou punição.
Sinto-me vazio porque fui deixado assim.
Seja por demônio divino ou querubim caído,
Sinto-me vazio.
Não sinto raiva nem angústia,
Não desejo vingança ou punição.
Não quero nada... e por isso estou.
Pois que venham novas trovas à cantar,
Novos delírios na beira da razão.
Que deem o pior que possam dar!
Que deem o pior que possam dar!
Pois sinto a vontade de disputar.
Não quero história,
Deixo-a para os que se fazem dela.
Não quero história,
Deixo-a para os que se fazem dela.
Tenho apenas avidez pelo momento,
Que ele exista e se faça.
Que ele exista e se faça.
Estou privado de felicidade,
Tampouco de tristeza.
Mas espero por sentir arder...
E queima.
24 de set. de 2012
Inefável
Hoje um anjo beijou-me a testa.
Senti-a atravessar o peso travestido
De memórias, de imagens, de vergonha...
E por instantes me senti leve... a sonhar...
Saiu à voar.
Era corrida por seus afazeres
E disputada pelos mais nobres celestes.
Ainda assim, voltava sem falta para me concertar.
Deixava-a ir, pois sabia que voltava,
Pois mesmo quando os Deuses a castigavam
E o mundo abalava com Iras eternas,
Estava ela lá, a bater em minha janela.
Quando não mais entendia sua vontade,
Quando fustigava-me o pensamento
Perguntei-lhe o por quê de tudo isso.
E ela? Ela sorriu...
Senti-a atravessar o peso travestido
De memórias, de imagens, de vergonha...
E por instantes me senti leve... a sonhar...
Saiu à voar.
Era corrida por seus afazeres
E disputada pelos mais nobres celestes.
Ainda assim, voltava sem falta para me concertar.
Deixava-a ir, pois sabia que voltava,
Pois mesmo quando os Deuses a castigavam
E o mundo abalava com Iras eternas,
Estava ela lá, a bater em minha janela.
Quando não mais entendia sua vontade,
Quando fustigava-me o pensamento
Perguntei-lhe o por quê de tudo isso.
E ela? Ela sorriu...
11 de dez. de 2011
Noite no Paraíso
Teus dedos se entrelaçam aos meus,
Tua voz acalma e cala-me os lábios.
É inspiração que faltava em Romeus,
Espaço vazio deixado por corpos frios.
Em instantes, ouve-se o mundo parar...
É o caminhar de quem se pára para olhar.
Não há tempo que baste ou olhos que se fechem,
É esplendor, é sublime...
Atroz de quem se ousar a observar.
É o bater da saudade em madrugadas sós,
É o cheiro de roupas jogadas aos nós...
São os tons e os sons que me consomem,
Crimes de amantes que se divertem.
Tua voz acalma e cala-me os lábios.
É inspiração que faltava em Romeus,
Espaço vazio deixado por corpos frios.
Em instantes, ouve-se o mundo parar...
É o caminhar de quem se pára para olhar.
Não há tempo que baste ou olhos que se fechem,
É esplendor, é sublime...
Atroz de quem se ousar a observar.
É o bater da saudade em madrugadas sós,
É o cheiro de roupas jogadas aos nós...
São os tons e os sons que me consomem,
Crimes de amantes que se divertem.
19 de nov. de 2011
Exílio
Que berrantes sobrestejam,
Que a vista não me suma.
Que a vista não me suma.
Que salve o Homem!
Lobo do Lobo do Lobo...
Estou inseguro ao só,
Onde bate forte frio.
Mas há cura ardente,
Tênue esperança latente.
É fortaleza de possuir,
Lobo do Lobo do Lobo...
Estou inseguro ao só,
Onde bate forte frio.
Mas há cura ardente,
Tênue esperança latente.
É fortaleza de possuir,
Inveja de espectador.
O que o sonho tem a compor,
Que há tanto está em insistir...
Peço sua simples presença,
O que o sonho tem a compor,
Que há tanto está em insistir...
Peço sua simples presença,
O remate de um esplendor.
Singela de tão caridosa,
E que me tem por puro amor.
Singela de tão caridosa,
E que me tem por puro amor.
La Mica
Acredito estar perdido,
Deixo que leve-me pela mão.
Não sei onde vamos,
E me pergunto se importa.
Fugimos do Mundo?
Nunca deixa nos deixarmos!
Está escuro.. tenho medo;
Ainda agarra-me forte.
Tuas mãos me passam,
Como talvez que salvam.
Dos vícios não lembro,
Até as palavras esqueço!
E de que importa?
O que foi não vai,
O que vem nos some.
Me prendem... como querem.
Salvo o que paredes guardaram,
Que de lembrança é o que tenho.
Salvo quando os rios tocaram,
Que da memória não deixo.
Os olhos não viram, nunca veem.
Por isso tenho nos sonhos,
E quem sabe no além.
Deixo que leve-me pela mão.
Não sei onde vamos,
E me pergunto se importa.
Fugimos do Mundo?
Nunca deixa nos deixarmos!
Está escuro.. tenho medo;
Ainda agarra-me forte.
Tuas mãos me passam,
Como talvez que salvam.
Dos vícios não lembro,
Até as palavras esqueço!
E de que importa?
O que foi não vai,
O que vem nos some.
Me prendem... como querem.
Salvo o que paredes guardaram,
Que de lembrança é o que tenho.
Salvo quando os rios tocaram,
Que da memória não deixo.
Os olhos não viram, nunca veem.
Por isso tenho nos sonhos,
E quem sabe no além.
16 de out. de 2011
A Morena Virgem
Andava, falava.. corria demais!
Teus olhos, por simples, sem mais.
Cinzas negras sobraram,
Acredito que sopraram..
Não vi.
Gritava e gritava, Oh Deus!
Invejava-me ao céu,
Que o chão tanto a prendia.
Ao baixar-me, fui puxado.
Os olhos revi; o coração..
Maldito seja esse pulsar,
Aos que o querem, podem ficar!
Asas bateram, voltei ao voar.
E a via... agora a chorar.
Voava sempre a pensar:
Sou culpado, não minto,
E por mentir não me faço.
Minto, pois sou culpado..
Será que sopraram?
Não vi.
Teus olhos, por simples, sem mais.
Cinzas negras sobraram,
Acredito que sopraram..
Não vi.
Gritava e gritava, Oh Deus!
Invejava-me ao céu,
Que o chão tanto a prendia.
Ao baixar-me, fui puxado.
Os olhos revi; o coração..
Maldito seja esse pulsar,
Aos que o querem, podem ficar!
Asas bateram, voltei ao voar.
E a via... agora a chorar.
Voava sempre a pensar:
Sou culpado, não minto,
E por mentir não me faço.
Minto, pois sou culpado..
Será que sopraram?
Não vi.
7 de out. de 2011
1.55 'I know you, you know me'
Que és tu?
Na cabeça soberana do mundo infame, talvez.
Facilmente me tem em suas palavras,
Que os gestos se fazem desnecessários.
Passa-me.. e leva embora.
Que suas mãos lhe passem os cabelos,
Que sua alma submissa se degrade.
Que no inferno nos encontremos,
E na boa gargalhada caiamos.
Na mente nada carrega,
No peito sente dor.
Corre e corre,
Corre e corre, perdedor..
Pois bem, quem és tu?
É o real que mal projeto,
A loucura mais sã.
És tudo, tampouco..
É nada.
Na cabeça soberana do mundo infame, talvez.
Facilmente me tem em suas palavras,
Que os gestos se fazem desnecessários.
Passa-me.. e leva embora.
Que suas mãos lhe passem os cabelos,
Que sua alma submissa se degrade.
Que no inferno nos encontremos,
E na boa gargalhada caiamos.
Na mente nada carrega,
No peito sente dor.
Corre e corre,
Corre e corre, perdedor..
Pois bem, quem és tu?
É o real que mal projeto,
A loucura mais sã.
És tudo, tampouco..
É nada.
25 de set. de 2011
Manifesto de um tolo incessante
Não sei se é a ti que culpo,
Talvez sua voz, seu lábios; seu corpo.
A vida que nasce molhada,
Lentamente descendo em audácia.
O jeito sublime que se pronuncia,
Na tua singela inquietude estúpida.
Andas à vigia da beleza sublime,
Do fulgor que surge e queima o lume.
Tolo sou, insano por ventura.
O cego correndo na corda bamba,
Co'os negros à samba de umbanda.
Bela senhora, que queres agora?
Talvez sua voz, seu lábios; seu corpo.
A vida que nasce molhada,
Lentamente descendo em audácia.
O jeito sublime que se pronuncia,
Na tua singela inquietude estúpida.
Andas à vigia da beleza sublime,
Do fulgor que surge e queima o lume.
Tolo sou, insano por ventura.
O cego correndo na corda bamba,
Co'os negros à samba de umbanda.
Bela senhora, que queres agora?
18 de ago. de 2011
O Viajante [1]
Procuras Algo nesse mundo, bom viajante? Devo mostrar-lhe do que este é feito! O nome de seu narrador em nada interfere, chame-me como quiser, porém, nada mais Sou além do tênue grito do mundo; Sou o que muitos chamam de experiência, e na língua de mortos, tristeza. Sou o que muitos temem ser, sou a solidão, o sombrio; sou o que realmente enxerga. Por muito passei nesta vida, com a esperança de chegar ao seu fim.
Não vivemos, lutamos. Há muito se foi perdido a essência da vida, existem no mundo Insuficientes motivos para se viver. Por isso lutamos, lutamos contra a corda perdurada em nossos pescoços, que clama pelo momento em que cairemos em teu doce toque...onde sempre nos Rendemos.
Peço perdão Aos que cegos ouvirão minhas palavras, perdão se a Luz...cega.
A Morte Do Rei
Ah! vazio sorriso me cegara,
Nos olhos negros; esqueci..
Cômico talvez, sua voz, teus lábios;
Não sabe do que falas.
Senta e escuta-me.
Por dentro de ti vejo, como pode?
Sinto-a em cada movimento, respiração.
é isso que chamas de amor?
vai para cima e para baixo,
seus longos cabelos escorregam
caem e me lavam a fronte.
desliza, com perfeição!
quando um libertino se apaixona,
o mundo deve chorar.
e a prostituta prega a ética.
e o psicologo defende a loucura.
e o louco... é sempre louco!
bebamos e esqueçamos,
que o vinho possui tal proeza.
e desce e sobe, desce e sobe...
e desce e sobe, desce e sobe...
29 de mai. de 2011
17 de abr. de 2011
à amargura da vida brindemos!
Sorria, você está sofrendo..
Cale-se, requerem de sua voz..
Silêncio! Não sabes do que fala!
A vida não passa da morte,
e aos que dela passarem
sabem que pranteio tal experiência.
Como podes dizer isso?
De nada sabes sobre este mundo..
Em silêncio permaneça,
em seu mundo sofra..
Não espere mais de mim..
reclusos são os que entendem.
Agora, nada mais resta.
No mundo não existe motivo,
lutam todos para sobreviver..
então, porque viver?
Na vida se encontra a beleza.
se ela não consegue ver,
aqui não pertences.
Não traga sua dor para esse mundo,
em suas costas já há o bastante...
se desejas, pelo fim espere,
porém, não grite aos que diz serem surdos.
16 de abr. de 2011
Aqui morre um singelo rapaz
todos os dias beira sobre mim
um severo desejo..
porventura a soberania da alma.
e no breu, vejo-o me chamando,
ansioso por nosso encontro.
sorri à amargura da vida...
maldito patife.
se há de me levar,
o que esperas?
do caso contrário
volte para onde os gritos não cessam
sobre as vis mãos minhas
sinto exalar o doce ardor d'alma.
elixir amaldiçoado.
singela nódoa que é a vida,
trazer contigo o que queres
pois nada mais hei de ver.
à espera da morte aguardo,
nela, sinto-me completo..
significado?
não existe
um severo desejo..
porventura a soberania da alma.
e no breu, vejo-o me chamando,
ansioso por nosso encontro.
sorri à amargura da vida...
maldito patife.
se há de me levar,
o que esperas?
do caso contrário
volte para onde os gritos não cessam
sobre as vis mãos minhas
sinto exalar o doce ardor d'alma.
elixir amaldiçoado.
singela nódoa que é a vida,
trazer contigo o que queres
pois nada mais hei de ver.
à espera da morte aguardo,
nela, sinto-me completo..
significado?
não existe
2 de abr. de 2011
Drácula Contemporâneo
se o fogo meu queimas,
fique longe...
se a capa esconde o que sou,
fique longe...
não temas em me ferir,
a muito este espírito se foi
se nada há sob meus olhos,
não me culpe.
impetuoso o ser que a levou,
algo que ousam chamar de alma
saiba da dor que corres nela.
se assim quiser, a leve
tire-a de mim, e assim talvez...
me liberte
não há mais o que se temer,
não há porque se esconder...
aqui, a vida acaba.
fique longe...
se a capa esconde o que sou,
fique longe...
não temas em me ferir,
a muito este espírito se foi
se nada há sob meus olhos,
não me culpe.
impetuoso o ser que a levou,
algo que ousam chamar de alma
saiba da dor que corres nela.
se assim quiser, a leve
tire-a de mim, e assim talvez...
me liberte
não há mais o que se temer,
não há porque se esconder...
aqui, a vida acaba.
24 de mar. de 2011
Sonhas comigo?
Ah doce ilusão,
me tira desse mundo.
Aos braços de morfeu,
sinto-me seguro, certo!
Não me deixe partir,
muito pelo contrário...
me carregue para longe,
para nunca mais voltar.
E que planejas, bela mulher?
sorrias tu, a inveja das estrelas
olhavas-me, como nunca vira antes
e aos nossos dedos,
via-se a marca de nossa união.
doce nódoa da existencia,
desapareça, ordeno!
que sua dor nunca me alcance,
guarde-a para ti!
...
meus olhos voltavam a abrir,
a dor voltara, maldita fantasia.
se só sobre ti sonhos tenho,
porque renegas meu amor?
me tira desse mundo.
Aos braços de morfeu,
sinto-me seguro, certo!
Não me deixe partir,
muito pelo contrário...
me carregue para longe,
para nunca mais voltar.
E que planejas, bela mulher?
sorrias tu, a inveja das estrelas
olhavas-me, como nunca vira antes
e aos nossos dedos,
via-se a marca de nossa união.
doce nódoa da existencia,
desapareça, ordeno!
que sua dor nunca me alcance,
guarde-a para ti!
...
meus olhos voltavam a abrir,
a dor voltara, maldita fantasia.
se só sobre ti sonhos tenho,
porque renegas meu amor?
2 de mar. de 2011
Me odeie!
disse que não podia!
disse que não devia!
porque não há de me ouvir?
para o inferno com todos!
megera!
me tira o juízo,
e me ganha co'a voz aveludada
'co'os rubros labios de vinho tinto'
ah minha amada
não compreendo;
talvez por isso, a amo
crápula maldita!
não amo, odeio!
odeio sua voz melódica,
odeio o jeito que me olhas.
odeio-te!
malditos sejam esses olhos negros,
que sempre me trazem de volta.
disse que não devia!
porque não há de me ouvir?
para o inferno com todos!
megera!
me tira o juízo,
e me ganha co'a voz aveludada
'co'os rubros labios de vinho tinto'
ah minha amada
não compreendo;
talvez por isso, a amo
crápula maldita!
não amo, odeio!
odeio sua voz melódica,
odeio o jeito que me olhas.
odeio-te!
malditos sejam esses olhos negros,
que sempre me trazem de volta.
1 de mar. de 2011
Gritos Adormecidos
Mundo, ó mundo
como ousas pesar sobre mim?
como se atreve?
Deus, meu Deus
se é que há um Deus
porque há de esconder tanto?
se grito me escuta ó Deus?
se choro, choras comigo?
não desejo perdão
sei muito bem quem sou
"e o mundo? não me entende."
maldito seja o dia em que o homem,
pôs os pés nessa terra
se é que Tu existe;
só espero que me observe de perto.
não cuide de mim, deixe-me
mas não me esqueça
e talvez um dia, se arrependa!
como ousas pesar sobre mim?
como se atreve?
Deus, meu Deus
se é que há um Deus
porque há de esconder tanto?
se grito me escuta ó Deus?
se choro, choras comigo?
não desejo perdão
sei muito bem quem sou
"e o mundo? não me entende."
maldito seja o dia em que o homem,
pôs os pés nessa terra
se é que Tu existe;
só espero que me observe de perto.
não cuide de mim, deixe-me
mas não me esqueça
e talvez um dia, se arrependa!
31 de dez. de 2010
Não chore, não ria, só sinta.
Quando um novo ano chega, traz acompanhado com ele a chance de recomeçar, de reescrever sua própria história. Há pessoas que choram por um ano tão bom estar indo embora, mas se ele vai embora, é pra algo melhor chegar, novas experiências, aventuras e felicidades.
Que a felicidade nunca acabe, que o amor sempre dure. Sempre podemos fazer o que quisermos, nunca deixe que ninguém lhe faça pensar o contrário. Aja como quiser agir, aproveite para fazer tudo que você nunca fez nesse novo ano.
Desejo a todos vocês um bem impossível de imaginar, fiéis leitores =)
30 de dez. de 2010
O número de palavras depende só da sua percepção.
Se é que existe um Deus, espero que ele escute a voz que grita no anonimato.
7 de dez. de 2010
Desabafos? [1]
Diversos pensamentos incertos invadem confundem minha mente. Não sei mais a diferença entre o real e o ilusório. Como posso saber a diferença entre o certo e o errado? O bom ou o ruim? As vezes até me pergunto se consigo aguentar toda a angústia e penúria que existe ao meu redor.
Quisera eu poder estar sonhando, para poder acordar desse pesadelo e esquece-lo de vez. Não é uma sina, não é uma maldição; é apenas um legado. Deixaram pra mim a responsabilidade de cuidar e preservar tudo a minha volta.
Atlas, até hoje, segura os céus por culpa de Zeus, assim como ele, também temos o fardo de segurar o mundo em nossas costas. Fraquejando, prevaricando mas...aguentando.
Talvez não haja um grande plano, um objetivo fixo. Talvez a vida se resuma a um simples rolar de dados que nunca para. Posso não saber muito, posso não ser muito experiente, mas não sou estúpido; sei dizer quando algo está errado.
O único problema é que, quando o mundo pára pra te escutar, você fica mudo. Simplesmente se cala e se esconde nas sombras. Todos sabem, todos vêem e todos sentem, mas se ninguém se mexe, de que adianta? =)
Quisera eu poder estar sonhando, para poder acordar desse pesadelo e esquece-lo de vez. Não é uma sina, não é uma maldição; é apenas um legado. Deixaram pra mim a responsabilidade de cuidar e preservar tudo a minha volta.
Atlas, até hoje, segura os céus por culpa de Zeus, assim como ele, também temos o fardo de segurar o mundo em nossas costas. Fraquejando, prevaricando mas...aguentando.
Talvez não haja um grande plano, um objetivo fixo. Talvez a vida se resuma a um simples rolar de dados que nunca para. Posso não saber muito, posso não ser muito experiente, mas não sou estúpido; sei dizer quando algo está errado.
O único problema é que, quando o mundo pára pra te escutar, você fica mudo. Simplesmente se cala e se esconde nas sombras. Todos sabem, todos vêem e todos sentem, mas se ninguém se mexe, de que adianta? =)
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