30 de mai de 2015

Amor francês

Há algo extremamente icônico neste momento
Em que penso sobre minhas mudanças
E minhas esperanças de seu efeito.
Pensara ser um problema de perspectiva...
Talvez carma?
Fosse eu bom, o mundo me acolheria meus desejos.

É...
Para futuras referências: estava errado.

A mudança, quando boa, possui o sentimento do amanhecer.
Não há Sol no céu
Ainda não se vê claramente o caminho
Mas não anda pela Terra ser que diga,
Ao ver púrpura em qualquer lugar sobre sua cabeça,
Que o a luz não virá para corrigir os defeitos da mente embriagada.

Engraçado, pois, esse sentimento meu.
Ao avistar a mudança nos tons de azul,
Enchi-me de esperança
E dei graças ao mundo, talvez à alguém, por trazer meu desejo próximo.
Trêmulo, foi este o efeito da minha felicidade misturada com êxtase.

É possível que eu não saiba dizer as horas...
Isso tiraria meu pescoço da guilhotina que é a humilhação.
Fosse por ignorância, é possível que pudesse me perdoar.

Vi a Lua, ainda no céu, e tive ainda mais certeza na minha lógica.
As mudanças no tom de azul passaram pelo púrpura
Rapidamente...

Estúpido.

Não iria... não nasceu Sol nenhum.
Minha apreciação pela grandeza do fenômeno que me cercava
Era daquela dos que outrora colocaram punhais nas mãos de filhos
E mataram seus respectivos pais na esperança do parricídio certo.
Assim como esses assassinos - meus irmãos em fé aparentemente,
Apenas vi meu mundo escurecer.

...................................

Eu to juro,
Ainda hoje proferi algo que, visto por um homem melhor do que eu, seria a maior heresia da alma.
Na minha fala indiquei que os meus não têm volta
Criamos dentro de nós algo que simplesmente não pode ser limpo
Uma nódoa eterna que transparece ao mínimo cumprimento
(principalmente àqueles que fazem parte do bando)
E afasta qualquer esperança de felicidade genuína.

A heresia me fez lembrar instintivamente:
Considerara, há meses, que meu desejo era a solidão.
Nela, reclamaria em paz sobre minha infelicidade de não ter ninguém.

Não me entenda mal!
Tal pedido não clamava pela dor de ser único, especial,
Tampouco representava ojeriza aos humanos.

Meu desejo era a ignorância.
Não possuir diferentes próximos a mim
Para cegar-me o mundo que perco constantemente,
Para não entender minha falha de alma.

Seria feliz?
Este é o único fator que me separa dos parricidas por proxy,
Minha única característica de orgulho:
Eu não acredito em felicidade. Ela não possui a minha fé.

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